sonhei estar te fazendo versos
na alvorada da vigilia
quando a Lua
me acordou
mostrando o Sol
que nascia.
acordei desesperado
com os versos
em minha mão.
escorrendo
pelos dedos
sumindo de
minha visão.
busquei insano
um papel
tentando reter
na mente
o verso incontrolável
o verso rebelde
o verso latente.
quando por fim
plasmei
as sobras
do meu cantar
só ficaram
fragmentos
como as partes
de um colar.
tento achar
agora o verso
nascido
no amanhecer
fecundado
na madruga
na ânsia
de te querer.